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Comportamento » Empreendedorismo feminino

MÊS DA MULHER: Mulher empreendedora independente, Gabriela Nunes, que coordena um sex-shop online, conta quais desafios enfrentou para começar um negócio

A jovem ainda compartilhou diquinhas de ouro para quem quer começar a empreender mas não sabe por onde começar

MÁXIMA DIGITAL Publicado em 24/03/2021, às 14h37

Gabriela Nunes, mulher empreendedora independente
Gabriela Nunes, mulher empreendedora independente - Instagram

Empreender não é uma tarefa fácil, ainda mais quando se é mulher, não é mesmo?

Vivemos em uma sociedade machista e patriarcal, que inferioriza figuras femininas e diminue nossas conquistas, como se não fossemos capazes de atuar e ocupar certos espaços. 

Gabriela Nunes, jovem empreendedora de 23 anos, se jogou sem medo de ser feliz e abriu um sex-shop online quando sentiu um aperto financeiro. 

“Antes de trabalhar com a loja eu fui jovem aprendiz administrativo. Atuava na logística de um mercado e fazia um curso administrativo, onde eu aprendi muita coisa. Não estava ganhando muita grana, por isso resolvi juntar o útil ao agradável e abri a loja, aplicando as coisas que aprendi e que foram a base para ter o conhecimento que eu tenho hoje”, disse. 

Ela comentou que se dedicar a um sex-shop foi uma forma de ligar um assunto que tinha conhecimento com a necessidade de crescer financeiramente: “Eu gostei de compartilhar o conhecimento que eu tinha, porque sou da área da saúde, sou técnica de enfermagem, apesar de não trabalhar com isso”, falou. 

Um fenômeno no Instagram, Gabi apontou que se manter na plataforma não é uma tarefa fácil. “Os algoritmos estão sempre mudando e você precisa ir se adaptando. Isso torna o trabalho bem difícil. Às vezes você consegue ganhar seguidores com muita facilidade, em outros momentos você só perde. É questão de se adaptar. Eu fui estudando, observando outras pessoas falando e trabalhando com o Instagram, e fui ajustando para minha área, focando em conseguir um bom resultado”, explicou. 

“A loja faz dois anos mês que vem, e nesse meio tempo nós conquistamos 30 mil seguidores de forma orgânica, sem precisar comprar nada.”

Como faz tudo de forma independente, com a ajuda de Letícia Gusmão, 20 anos, Gabriela utiliza as redes sociais como marketing para estudos sociais, transformando tendência em publicidade. “Geralmente eu tiro algumas horas do meu dia para analisar como as pessoas agem online, para transformar isso em propaganda. O TikTok, por exemplo, está muito em alta ultimamente e tudo tem vindo de lá”, contou ela. 

Sobre ser mulher no meio empreendedor, a jovem assumiu nunca ter tido receio de se aventurar, até porque sexualidade é um papo que sempre dominou e, convenhamos, mulheres são julgadas independente de suas ocupações.

“No meu ramo, ser mulher me ajuda. Grande parte do meu público é feminino, e até os homens, quando compram comigo, se sentem mais à vontade para conversar com uma mulher. Mas é inegável que sempre duvidam da capacidade das mulheres.”

Entretanto, ter que lidar com a aceitação de sua família não foi uma tarefa tão simples assim. Hoje em dia, após o avanço da loja, os parentes de Gabi entenderam e passaram até a ajudá-la no negócio. “A loja cresceu muito e eu precisei buscar dinheiro fora, e meu pai virou meu sócio. Ele me ajuda nas finanças, porque eu não entendo muito disso, e por isso ele me ajuda nessa questão. As amigas da minha mãe são minhas clientes, meus familiares não têm problema com isso.”. 

Sexualidade feminina ainda é um tabu que precisa ser rompido urgentemente e Gabriela está na luta para mudar esse quadro. “Justamente pelas pessoas terem vergonha e dificuldade de falar sobre que eu gosto e me esforço tanto para continuar trabalhando com isso. Alguém precisa botar a cara a tapa, pra mudar esse quadro e essa é minha maior motivação”, disse. 

Por fim, a empreendedora ainda deu diquinhas valiosas para quem quer começar um negócio, mas não sabe por onde começar: “Não adianta você ter dinheiro para investir e não estudar, não saber no que está se metendo. Ler o máximo possível, ver outras lojas, observar, e ser autêntico! Ser autêntico faz toda a diferença e a probabilidade de fidelizar clientes é bem maior”, finalizou. 

 
 
 
 
 
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