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Comportamento / Influencers

Por que a profissão de influencer vem sendo associada erroneamente a tantos golpistas da internet?

Números x vínculos: o que credencia uma pessoa a trabalhar com as redes sociais?

Máxima Digital Publicado em 04/05/2022, às 18h00

Por que a profissão de influencer vem sendo associada erroneamente a tantos golpistas da internet? - Instagram
Por que a profissão de influencer vem sendo associada erroneamente a tantos golpistas da internet? - Instagram

Atualmente, é muito fácil ir no Google, digitar a palavra “influencer” e ver diversas associações da profissão com pessoas de condutas ilegais em títulos jornalísticos. De Rainha do Reboque até práticas de pirâmide financeira, qualquer perfil com uma quantidade razoável de seguidores acaba sendo considerada como um influenciador digital.

De acordo com pesquisa de 2019 da SamyRoad, existem mais de 920 mil perfis com mais de 5 mil seguidores, que podem ou não ter algum poder de influenciar no poder de compra, costumes e também na maneira de pensar daqueles que seguem determinado conteúdo. Mas afinal, são apenas os números que credenciam uma pessoa a ter o poder de influenciar?

Para a influenciadora digital Thays Sintra, que trabalha com moda e estilo e tem mais de 80 mil seguidores, influenciar é muito mais que uma simples matemática. Na visão dela, a profissão tem relação com o comportamento, pois acaba validando uma relação humanizada e íntima com sua comunidade e aproximando na criação de conteúdos positivos que possam agregar às pessoas e marcas.

“A influência você não consegue comprar, mas se conquista com o reconhecimento de quem faz a diferença no mercado digital. A produção de conteúdo não é só tirar uma foto e postar, mas sim um conjunto de peças como criatividade, pesquisa, autoconhecimento, marketing e outras coisas que formam um conjunto de atributos que todo influencer tem que ter”, explicou Thays.

Com conteúdos de moda, beleza, saúde, humor, futebol, etc, a internet pode proporcionar uma série de conteúdos ricos em criatividade e também mover histórias como o do brasileiro Iran Ferreira, conhecido como “Luva de Pedreiro”. Com apenas 20 anos e muito carisma, o jovem do humilde município de Quijingue, no interior da Bahia, conseguiu fama e hoje é considerado um dos maiores produtores de conteúdo digital do mundo.

O caso de Iran e de outros influenciadores de outros nichos precisam fortalecer o discurso de que a profissão tem a ver com a exclusividade, carisma e personalidade na criação de vínculos de um sentimento de amizade e irmandade, e não com números.

“As marcas que buscam contratar costumam buscar dos influenciadores conteúdos exclusivos feitos de forma muito única para sua marca, com criatividade e personalidade. Com tantas ofertas no mercado, o seu diferencial será a forma como você se posiciona, e ter pessoas no mercado usando as redes sociais para aplicar golpes é muito prejudicial para a profissão”, disse Thays Sintra.

Tentando impedir que perfis fraudulentos sejam usados como uma força negativa, o Instagram, Twitter, Facebook, TikTok e outras mídias sociais vêm atualizando suas políticas para diminuir o impacto e alcance que eles podem exercer ao mercado. Para Thays, o fato dos internautas estarem muito seletivos na hora de seguir alguém pode ser fundamental para impedir que pessoas com más intenções consigam ter espaço nas redes.

“Por ser uma profissão muito nova, no início existia uma barreira pois tudo que é novo para a maioria das pessoas tem essa barreira. Ainda estamos ‘organizando’ a profissão e com certeza uma barreira é a banalização. Tem que ser dado o título realmente a quem está para contribuir com as pessoas, e não tirar proveito. Cabe aos usuários ficarem alertas e usarem as ferramentas a nosso favor”, finalizou.

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