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Suzana Alves chora ao relembrar auge do sucesso como Tiazinha: "Era muito deprimente para mim"

Em live com a ex-panicat Lizi Benites, a atriz confessou que sofreu com a exposição de sua personagem sensual na televisão

Máxima Digital Publicado em 08/05/2020, às 15h36

Suzana Alves chora ao relembrar auge do sucesso como Tiazinha: "Dó daquela menina"
Suzana Alves chora ao relembrar auge do sucesso como Tiazinha: "Dó daquela menina" - Instagram

Suzana Alves decidiu abrir o coração e desabafar com sua amiga, Lizi Benites, em um bate-papo sincero durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.

A atriz chorou ao relembrar os tempos de Tiazinha, personagem sensual que interpretou nos tempos de juventude, no programa H (1996-2002), na Band. 

Na live, a artista confessou para a ex-panicat  que sofreu com a exposição de sua personagem sensual na televisão aberta. Na época, ela era considerada como um sex symbol.

"Sempre fui uma menina inconformada com as injustiças, com as diferenças sociais. Sempre fui uma pessoa que quis fazer coisas para mudar o mundo. Quando fiz todo o sucesso, pensei: 'Bom, por trás disso tudo deve ter um caminho'", começou.

Contudo, os planos de Suzana não aconteceram como ela imaginava, e, apesar de ter dinheiro, ela relatou que muitos problemas surgiram neste período.

"Eu comecei a não ter paz. Eu tinha dinheiro e sucesso, mas não tinha paz. Eu não dormia, tinha pesadelos todas as noites. Isso no auge do auge da fama. Não conseguia namorar, não confiava em ninguém. Só tinha gente interesseira atrás de mim. Fui muito roubada, (no sentido) de confiar nas pessoas. Não conseguia ir a mercado, a shopping... Não tinha mais vida social", desabafou.

E continuou: "Aquilo era muito deprimente para mim. Queria sair com minhas amigas, ir à praia. Tinha que ter motorista e segurança o tempo todo. Eu não tinha a consciência que tenho hoje, não achava que não era feliz. Mas, quando eu ia para o meu quarto e ficava na minha solidão, me sentia triste".

Emocionada, ela declarou: "Porque as pessoas não me viam como eu era: uma menina de valor, de caráter. Me viam como uma mulher vulgar, que não era para casar, que era para se divertir. Isso me deixava muito triste. Eu sempre fui a Suzaninha, não era muito diferente do que conhecem hoje".

Suzana aproveitou para contar os bastidores do início da carreira. "Quando fui até a parte das roupas para escolher, comecei a pirar. Criar personagem sempre fui muito bom para mim, tinha muita facilidade. Perguntei se tinham máscara, se tinham chicote. Coloquei um avental de professora. Coloquei a máscara e achei que ficou bom. Na verdade, no meu coração, estava me escondendo para o meu pai não sonhar em me ver. Acho que foi uma coisa intuitiva, no sentido de preservar minha imagem como Suzana, porque eu estava com muita vergonha", afirmou.

Ela, então, contou que apenas aceitou por conta do dinheiro que o trabalho proporcionaria. "Fiz mesmo pelo dinheiro, porque precisava pagar a faculdade, e porque eles insistiram, me ligaram muito também (...) Aí entrei para gravar o piloto. Quando saí, todo mundo ficava gritando. Não tinha nome a personagem ainda, quem deu o nome foi o público. Ficaram gritando 'tiazinha'. Botaram no diminutivo, porque eu sou pequena. Aí logo ligaram de novo, queriam me contratar, colocar o programa no ar".

Outro assunto que a atriz comentou foi sobre o fato de posar nua e se expor. "Eu neguei, neguei Playboy, neguei tudo. Mas não consegui resistir à oportunidade de ter uma renda, ajudar minha família e me ajudar também (...) Comecei a fazer sucesso. O Ibope foi para oito, a Band nunca teve uma audiência assim. De repente, um programa que ninguém conhecia ficou conhecido. Comecei a viajar, fazer eventos e presença vip. Foi uma coisa muito forte", confessou.

Suzana acabou deixando o programa dois anos depois, quando estava no auge da fama. "Jamais me perdoaria de ficar a vida inteira milionária e escrava de uma máscara de sex symbol. Se eu pensasse nisso, teria ficado mais tempo para ganhar mais dinheiro. Realmente não estava preocupada com isso. Claro que eu já estava feliz porque já tinha conquistado várias coisas, já tinha comprado imóveis, ajudado minha família, estudado. Terminei minha faculdade depois, morei fora. Até hoje tudo o que tenho veio da Tiazinha (...) Não me arrependo nesse sentido", finalizou.
 

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