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Comportamento / Adoção

Apresentador francês comenta sobre dificuldade na adoção do segundo filho

Benjamin Cano, que é casado há mais de 20 anos, revelou que acredita que o motivo da demora seja o fato de ele e seu companheiro serem um casal homoafetivo

Máxima Digital Publicado em 07/05/2021, às 11h37

Apresentador francês comenta sobre dificuldade na adoção do segundo filho - Instagram
Apresentador francês comenta sobre dificuldade na adoção do segundo filho - Instagram

O apresentador francês Benjamin Cano está contando os segundos para a chegada de um irmãozinho ou irmãzinha para Vinícius, seu filho de quatro anos. O pequeno foi adotado por ele e Louis Planès, seu esposo e, se tudo der certo, ganhará um companheiro.

Benjamin abriu seu coração e desabafou sobre uma situação delicada: o tempo de espera no processo de adoção. Já se passaram quatro anos desde que ele e seu marido esperam uma ligação.

O empresário revelou que acredita que o motivo da demora seja o fato dele e Louis serem um casal homoafetivo.

"Acredito que pode ser, sim, parte do problema na visão deles. Além de ver que o sistema de adoção brasileiro é uma grande bagunça, onde nada funciona. Esse sistema nacional, no final, não é nada nacional e continua funcionando como comarca regional. Aqui vem o absurdo da situação. Para um casal como a gente que já adotou (e foi um milagre conseguir o Vinícius), e que estamos esperando um segundo filho. Porque em 4 anos ninguém chamou a gente? Será que não tem uma criança disponível no país inteiro?", declarou.

O apresentador disse que acredita que esse comportamento em um processo de adoção desestimula as famílias a adotarem um filho.

"Acredito que pessoas habilitadas para adotar desistem por causa da lentidão e do obscurantismo do processo de espera. Nada está transparente. E pode toda hora pensar que alguém está passando a sua frente ou furando a fila", disse Benjamin.  

Ele disse que não fez muitas exigências na hora de traçar o perfil da criança: "A nossa exigência é ter um filho de qualquer cor, qualquer gênero, em até 3 ano e todo mundo sabe que os abrigos estão cheios de crianças.”.

“Será que uma família homoafetiva é ruim para a criança. Basta vir ver o Vinícius", questionou.

O apresentador relembrou a chegada de Vinícius: "Vinícius chegou 2 anos após ser habilitado, mas ele veio numa forma extra normal. A juíza de Madureira com quem eu estava em contato se lembrou de mim quando a juíza de ilhéus ligou para ela desesperada para achar pretendentes para Vinícius que estava para ir ao abrigo. Pegamos a decisão de ir buscar ele o dia seguinte".

Benjamin revelou que sofre com a falta de transparência no processo de adoção. Ele não consegue nem acompanhar o andamento da fila.

"Tem problema grave de desfuncionamento no mecanismo de atribuição de crianças no SNA. A falta de transparência é um problema e o acompanhamento inexistente. Como pode explicar para minha família que há 4 anos ninguém faz contato para pedir notícias, saber o estado da busca ou se ainda estamos interessados? O estado brasileiro deveria ter vergonha do seu sistema de adoção. Tem muitas famílias esperando e os abrigos cheios de crianças", concluiu.

A HISTÓRIA DE BENJAMIN, LOUIS E VINÍCIUS

Benjamin e Louis estão juntos há mais de 20 anos e moram no Brasil há quase 10 anos. A ideia foi iniciar um empreendimento e, hoje, são donos de um hotel-boutique em Ipanema.

Foi então que eles decidiram adotar um filho. O casal entrou com a habilitação na Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro. Durante um ano, eles participaram de encontros com psicólogos e assistentes sociais para obter um estudo da condição familiar.

Assim que foram aprovados, eles aguardaram dois anos, acompanhando todos os detalhes do processo de adoção.

Finalmente, após tanta espera e expectativa, o casal recebeu uma ligação de uma juíza afirmando que em Ilhéus, na Bahia, havia um caso de um recém-nascido prematuro de cinco meses.

Esse bebê era Vinícius! O pequeno nasceu com apenas 900 gramas. Ele foi acudido e reanimado por uma equipe médica e abandonado no hospital. A mãe biológica ficou menos de três horas com a criança.

Assim que souberam do caso, o casal foi até a Bahia para encontrar o pequeno. Foi conexão à primeira vista! Com dois meses de vida, o bebê recebeu alta da UTI do hospital e foi para a casa dos pais.

Benjamin, Louis e Vinícius
Divulgação

 

 

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